Gustav Klimt, O Beijo, 1907 |
As cores da tua palavra ainda tingem a memória – aquelas ficções discutidas sobre a realidade afora –, e os vestígios dos cheiros dos sábados e domingos perfumam o travesseiro molhado com as águas da lembrança de corações confortados enquanto a ausência semanal gozava férias, espírito e matéria friccionavam-se em busca de um só corpo que hoje carrega com pesar a saudade (essa coisa que enche o coração de vazio), e faz com que se inscreva por dentro do peito aquela palavra invisível chamada desejo.
Você escreve de maneira bela, Adriano. Não sei por que a vida nos obriga a escrever, se isso tudo é pulsão de vida ou de morte. Um abraço.
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